Rock in Rio 2013, alguns momentos são sentidos com a alma. Ao lado da minha esposa, vivi um desses instantes raros em que o tempo parece desacelerar, e tudo ao redor vibra em sintonia com o que pulsa dentro de nós. Estávamos no Rock in Rio, cercados por sons que atravessam gerações, por luzes que dançam no céu e por uma multidão que, por algumas horas, se torna uma só voz.
A programação já prometia uma jornada emocional, chegamos cedo à Cidade do Rock, com aquela mistura de ansiedade e alegria. O clima era perfeito: céu limpo, energia no ar, e milhares de pessoas com o mesmo propósito — viver a música.
A música, para mim, sempre foi mais do que arte. Ela é memória, é refúgio, é ponte entre o mundo e o que há de mais íntimo em nós. E naquele festival, cada acorde parecia nos lembrar da beleza de estar presente, de viver intensamente, de compartilhar o agora com quem se ama.
Skank abriu o Palco Mundo com a leveza e o carisma que só uma banda brasileira com alma mineira consegue transmitir. Quando tocaram “Resposta”, nos olhamos e sorrimos. Era como se aquela letra tivesse sido escrita para nós. A conexão com o público foi imediata, e a banda nos lembrou da força que a música nacional tem em unir gerações.
Em seguida, Phillip Phillips, vencedor do American Idol, trouxe uma vibe intimista e sincera. “Home” ecoou como um abraço coletivo. Foi um momento de pausa, de contemplação, onde cada acorde parecia nos convidar a respirar fundo e simplesmente estar ali.
E então veio John Mayer. Com sua guitarra precisa e voz suave, Mayer criou uma atmosfera quase mágica. “Gravity” foi um dos pontos altos da noite. Ficamos em silêncio, apenas sentindo. Foi como se o tempo tivesse desacelerado, e tudo ao redor desaparecesse.
O ápice veio com Bruce Springsteen. O “Boss” entrou no palco com uma energia que contagiava cantando nada menos que Raul Seixas, fod…! Foi libertador. Aos 63 anos, ele mostrou o que é viver a música com paixão. Sentimos que estávamos diante de alguém que não apenas canta, ele vive cada verso.
Rock in Rio foi uma celebração da vida, da arte, da conexão. Porque, no fim, é isso que levo da vida: os momentos em que o coração bate no ritmo daquilo que nos faz sentir vivos.
Esta foi a experiência que a vida ofereceu; este foi o meu olhar. Eu sou Fernando Cerqueira e entrego estratégias digitais para os desafios do presente, com propostas de inovação para um futuro sustentável.





