Algumas viagens não são apenas deslocamentos no tempo e no espaço, são mergulhos naquilo que realmente importa.
Entre os dias 27 e 31 de dezembro de 2012, vivi uma dessas experiências ao lado da minha esposa, minha sobrinha, minha sogra e meu sogro, em Gramado, durante o encantador Natal Luz.
A cidade parecia saída de um conto. Luzes por todos os lados, música suave no ar, aromas de chocolate e pinho misturados com o frio da serra. Mas o que mais me tocou foi a beleza das decorações, a grandiosidade dos espetáculos e principalmente a presença. Estar ali, com quem amo, encerrando o ano com calma, com afeto, com olhos atentos ao que a vida tem de mais simples e mais profundo.
Assistimos ao espetáculo Nativitaten, onde luzes, água e música se encontravam em uma coreografia emocionante. Lembro de olhar para minha esposa durante a apresentação e ver em seus olhos o mesmo encantamento que eu sentia. Minha sobrinha, maravilhada com a Fantástica Fábrica de Natal, sorria como se estivesse vivendo um sonho. E meu sogro, sempre observador, comentava sobre cada detalhe com aquele entusiasmo sereno que só ele tem.
Caminhamos pela Rua Coberta, tomamos chocolate quente, rimos juntos, tiramos fotos em frente à árvore gigante da Praça das Comunicações. Cada gesto, cada conversa, cada silêncio compartilhado foi um presente. E naquele cenário mágico, percebi que a verdadeira luz do Natal não está nas lâmpadas ou nos fogos, está nas pessoas, nos vínculos, na capacidade de se emocionar com o que é genuíno.
Mas não ficamos apenas em Gramado. A poucos minutos dali, Canela nos recebeu com o mesmo carinho e encanto. O Sonho de Natal tem uma proposta mais intimista, mas igualmente tocante. Visitamos a imponente Catedral de Pedra, que à noite se iluminava com um espetáculo de luzes e música. Foi um dos momentos mais contemplativos da viagem, estar ali, em silêncio, sentindo a grandiosidade da arquitetura e da fé.
Exploramos também a Cascata do Caracol, onde a natureza se impõe com força e beleza. O mirante nos ofereceu uma vista de tirar o fôlego, e o passeio pelo parque foi uma pausa revigorante. Para os mais aventureiros, o Alpen Park trouxe diversão e adrenalina, especialmente para minha sobrinha, que se encantou com os brinquedos e trilhas.
Essa viagem se encaixa perfeitamente na minha jornada. Porque é nos momentos vividos com presença e afeto que encontramos sentido. Gramado nos ofereceu isso: um espaço para desacelerar, para agradecer, para renovar.
Encerrar o ano assim foi como virar a página com leveza.
E até hoje, quando penso naquele fim de dezembro, sinto que a luz que nos envolveu naquela cidade continua acesa dentro de mim.
Esta foi a experiência que a vida ofereceu; este foi o meu olhar. Eu sou Fernando Cerqueira e entrego estratégias digitais para os desafios do presente, com propostas de inovação para um futuro sustentável.





